terça-feira, 15 de maio de 2018

Padres e Pastores

Quando um sacerdote se torna excessivamente midiático, como ocorre com os padres cantores ou pastores,sua espontaneidade fica ameaçada.  Torna-se um personagem de si mesmo. A fama o sufoca.   Começa a se enxergar no espelho a sua imagem contida nos olhos de seus fãs.
   
Fábio de Melo  e outros, que cometem  intolerância religiosa ao ridicularizar a macumba.  De fato, eles expressam a visão preconceituosa da maioria dos católicos e evangélicos frente às tradições religiosas de matriz africana, consideradas por eles meras superstições.

A macumba promove oferendas de alimentos e bebidas, conhecidas como despachos, aos espíritos ou entidades. A pergunta que cabe fazer a nós, católicos e outros, é qual a diferença dos despachos de macumba com as salas de ex-votos nas igrejas? Não seria também mera superstição ofertar a Nossa Senhora ou ao santo protetor réplicas em cera de órgãos e membros cujas curas são atribuídas a milagres ou intervenção divina?

Lembro que  quando eu era criança, havia cofres para recolher ofertas em dinheiro. Um deles continha a placa “Para as almas”. Ainda hoje me pergunto como as almas embolsavam as ofertas...

Deus não tem religião. Tanto a galinha da macumba quanto o pão da eucaristia são objetos de fé de quem acredita no caráter sagrado da oferenda. O vinho da missa ou culto, e a cachaça do despacho, dependem da crença dos fiéis.

Não é fácil ser tolerante quando se está convencido de que sua religião é a única admitida por Deus. Ora, a árvore se conhece por seus frutos, disse Jesus. A boa religião é aquela que prega tolerância, compaixão, partilha, respeito  e serviços aos necessitados 

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