DEUS
livre a
PÁTRIA
dessa
FAMÍLIA
Palavras Líquidas, Lírica, e Etílicas.
Numa eleição, o candidato senador desmaiou e, fez nas calças, suas necessidades. A deputada Jandira Feghali, que participava do debate, foi ajuda-lo. O pai do candidato, na época deputado Jair Bolsonaro disse: "Comunista não põe a mão no meu filho!”. A solidariedade não faz parte deste grupo fascista.
O debate da Band com o Lula, nos mostrou que é impossível debater com quem não tem compromisso com a verdade, com quem não tem conteúdo nem limites. Debater é a trocar ideias, desde que o interlocutor as tenha. Não é o caso do Flávio. Ele não respondeu a nenhuma pergunta. Falava o que sabia que seu curral queria ouvir. Lamentável, ficou atrás do Lula enquanto ele falava, fazendo trejeitos e gestos como um fantasma.
Lastimável que a coordenação do debate não tenha interferido. A postura do candidato foi de moleque e de desrespeito, afinal, o desrespeito é uma característica do bolsonarismo. É demais esperar que uma pessoa que não tem capacidade de argumentar, que não tem programa e que mente desavergonhadamente aja com seriedade.
Bolsonarista raiz, como o candidato, não apresenta ideias que contribua para o debate. Quem se construiu na mentira não tem como participar de uma discussão sobre o destino do país.
Esse é o drama que enfrentaremos domingo, 25 de outubro: de um lado, um candidato democrático, que já governou o país por 3 mandatos dentro das regras constitucionais. Que tem respeito internacional pela sua postura de governante. Que já apresentou dezenas de programas ao povo brasileiro. De outro, um candidato que já disse não ter compromisso com a estabilidade democrática. Que vai pôr fim a uma série de conquistas sociais.
Essas eleições não é sobre esquerda e direita. É sobre a civilização contra a barbárie. Pense no futuro do Brasil e vamos às urnas. Pode ser nossa última eleição. É hora de virar e acreditar na Democracia. Depende de cada um de nós.
Até este segundo turno, era evidente que a forma de governar do PT, se aliando ao Centro em nome da governabilidade e desmobilizando as lutas populares, só sobrevivia porque a alternativa era um projeto familiar de autoritarismo, mas esse projeto já não dava brilho nos olhos para quem de fato lutava por um país e uma vida melhor.
Com o resultado do primeiro turno, em que os destaques da esquerda foram as candidaturas que lutavam por mais - como o fim da jornada 6x1, a luta LGBTQIAPN+, a luta por direitos - finalmente temos novas lideranças emergindo no campo popular. E a campanha do segundo turno, que está sendo levada na base da sociedade por muita gente que, inclusive, não concorda com esse jeito de governar do PT, aponta para um novo cenário.
Se o Lula ganhar, como espero, teremos tido uma vitória diruptiva na sociedade. O Lula que vai brotar das urnas, em 2026, será o Lula das ruas, dos que vão estar se mantendo mobilizados nas redes sociais e nas cidades de todo o país para querer realizar seus sonhos. E terá que ser assim, com um Congresso com maioria da extrema-direita.
Isso não será apenas no Brasil. O futuro aponta para a ruptura de um mundo em que o Estado e a opressão são os combustíveis para o fascismo para um cenário de mobilização popular e fortalecimento das lutas pelos direitos e pela liberdade.
O Brasil será estratégico para isso. É isso que estamos disputando, e vamos conseguir.
Lula13!
Até 25 de outubro, vamos nos equilibrar entre a angústia, o medo e a esperança. A angústia de saber que obscurantismo pode voltar. O medo é consequência dessa possibilidade. Se Flávio Bolsonaro vencer, e não vai vencer, retrocederemos milhares de anos da vida. Não é perder uma eleição numa democracia, é perder a democracia em uma eleição. É o caos. O atraso. A volta da fome. O fim da cultura, a sucateação do SUS, o estrangulamento da educação, É a barbárie sendo implantada por bárbaros.
Conversar com mitômano, pessoas falsas, sem ética, sem limites. Tenho dificuldade de debater com quem não tem critérios éticos e democráticos. A pergunta bem-feita e séria, e a resposta é sem compromisso com a verdade, com os fatos.
A mentira sobre a prestação de contas do contrato do filme Dark Horse. A Imprensa toda engoliu a mentira da falsa prestação de contas. Inclusive a omissão da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo. O silêncio dele só repercute o imenso silêncio da imprensa
Flávio sabe que roubou mais de 80 milhões de dinheiro público para o filme. Ele disse dezenas de vezes: “Não tem dinheiro público, está tudo explicado e é um negócio privado.” Todas as pessoas sérias sabem que não é verdade. Não há nenhuma dúvida de que o dinheiro é público e, é óbvio, não houve prestação de contas. Mas o eleitorado dele acredita. A única maneira de questionar seriam investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, com decisão da Justiça. Não ocorreram. Ele vai continuar zombando da cara de todos e dizendo que já explicou. E o seu eleitorado, exultando. É a hipocrisia e a mentira.
É como a conquista dos trabalhadores com o fim da jornada 6×1. Êxito evidente do governo Lula. Flávio Bolsonaro, oportunistamente, liberou seus comparsas para votar. Ele não compareceu à votação. Já disse que, se eleito, vai mudar o projeto, mesmo tendo apoiado. Não vai, porque não vai ganhar. Não vai derrotar o Brasil.
O que nos deu chance e fôlego para tentar salvar a democracia foi chegar atrás no primeiro turno. Se tivéssemos mais votos, seríamos massacrados neste segundo turno. A campanha estava morna, sem tesão, desorganizada. Com a derrota no primeiro turno, em vez de desespero, veio a garra de garantir a Democracia. É outra campanha. Com cheiro de virada. Com alegria e medo ao mesmo tempo, não o medo paralisante. Faz bem. As pessoas, milhões de jovens, tomaram as ruas. Foi a ânsia de liberdade, a ânsia da vida por si mesma, o terror à barbárie, o susto da violência institucional, a lembrança da ditadura, a sombra das mortes na pandemia, o nojo da ultradireita atrasada e castradora. Os jovens foram para as ruas com mais força do que nas Diretas. É um inconsciente coletivo.
Agora temos a certeza da necessidade de manter a democracia. Não é direita e esquerda. É morte e vida. Barbárie e civilização. Ar puro ou falta de ar. Cultura ou obscurantismo. Saúde ou doença. Vacina ou peste.
Vamos virar porque precisamos ganhar. Não dá para entregar o Brasil para esse bando. Ainda estão vivas em todos nós a prepotência, o descaso e a crueldade na pandemia.
Com a derrota de Bolsonaro em 2022, mais do que com a vitória de Lula, voltamos a respirar. Vamos virar. Vamos dar uma chance à vida e à democracia.
Sem luta, não temos esperança, e sem esperança, sem luta o que temos não pode ser chamado de vida.
Meu voto tem a ver com quem eu sou e com o que defendo todos os dias há muitos anos.
Tem a ver com a liberdade de fazer escolhas,
Tem a ver com o respeito à vida de outras pessoas,
Tem a ver com a possibilidade de viver com dignidade.
Sei que muita coisa a que eu tenho acesso ainda está longe de ser um direito garantido para todo mundo. Isso é também que orienta a minha escolha.
VOTO LULA!
Na rua me diz para aceitar Jesus.
A tarde silencia.
Sentir fome é oração.
Preciso aprender a calar antes do não.
Não sei nada sobre os impérios corrompidos,
E menos sobre os esquecidos.
Meus olhos cheios de visões noturnas.
Tantos cheios desse jejum forçado.
Uso pouco o que aprendi quando criança.
Esperança sentada na esquina, depois do tropeço.
E a vida sonolenta se conforma com qualquer forma.
Na rua ainda me diz para aceitar Jesus.
Cada um com sua cruz
Mendigos com todos os odores do mundo.
Eu, menos imundo faço poesia.
O remorso que me pesa,
Num esforço quase dócil.
Indômito caminhar em ruas, carros importados
Não se importam com a faixa de pedestres.
A etérea altura das baixezas humanas.
O herói covarde e a criança corajosa.
Olhos familiares quanto a tarde.
A fluidez do que jamais termina.
A recordação mais rica do tempo cru.
Me pedem para aceitar Jesus.
Sordidez de espantalho moderno.
Não entendo o vício das finitudes
E a fecundidade.
Quando eu tinha 24 anos, me perguntaram:
"Você não tem medo de envelhecer?"
Respondi:
"Tenho medo de não envelhecer."
Ser idoso(a) não é uma ofensa, mas uma consequência da vida. Inevitável. E ótima, se você se cuidou, se está com saúde. Feliz.
E, aliás, qual é a OUTRA alternativa?
Temos que aprender a conviver com isso da melhor maneira possível.
Alguns (as) pintam o cabelo... passam um batonzinho, nada contra, cuidar a imagem é bom, mas nada apaga do meu rosto os melhores momentos dessa minha vida. Pois é a única que tenho.
Maquiagem não é máquina do tempo...!
E, mesmo se eu pudesse voltar no tempo, não voltaria para onde estamos caminhando, já enfraquecidos pelos resultados desta eleição... de volta ao autoritarismo, à grosseria e à brutalidade que já vimos de perto no Brasil recentemente... e, quem sabe, ainda pior.
O Brasil é um país independente. Nesse momento, por alguns dias pelo menos, é soberano e democrático.
O que for decidido agora terá consequências pelos próximos quatro anos, pelo menos.
Democracia é um sonho quando a temos, mas SERÁ um pesadelo se a perdermos.
Com isso, com essa reflexão, coração aberto, gostaria de pedir a todos que votassem em Lula.
Se você não precisa mais votar por causa da sua idade... lembre-se: se você tem 70 anos ou mais, você é "jovem".
Você é jovem e tem muito tempo pela frente, muita coisa para viver e ser feliz.
Com Lula, acredito que isso será possível. Já com Flávio, acredito que sua preocupação não será mais só com você, mas com sua família, seus filhos, seus netos, sua comunidade, sua cidade, seu país... o planeta Terra... e sabe Deus quantas gerações.
Dia 4/10 me lembrei de Gabriela, de Jorge Amado:
Fiquei triste, tô mais não.
Por tudo isso, dia 25/10, É LULA 13!