No dia 22 de abril de 2020, em reunião com seus Ministros o ex Presidente da República, em uma fala reveladora de sua índole autoritária, não democrática e fascista, sem nenhum pudor, demonstrou certo desespero e o já sabido destempero, afirmando: “Querem foder com a minha família”. E se preciso, trocaria o superintendente da Polícia Federal no Rio, o comando da Polícia Federal e até o ministro da Justiça. Alguns ficaram "constrangidos". Admitiu que usaria as forças que - o Estado sou eu - para proteger seus filhos e seus amigos. Em outras palavras: Não ousasse investiguem a quadrilha familiar. É raro ver uma confissão de culpa tão explícita. Agora, sobre a investigação do Fábio, conhecido como Lulinha, filho do Presidente Lula, diferente de seu antecessor, em fevereiro, ao se referir sobre o envolvimento do filho no escândalo do INSS, chamou o filho ao Palácio do Planalto e disse: “Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço”.
No final de fevereiro, veio a público a informação de que a Polícia Federal requereu ao ministro André Mendonça a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de seu filho. Lula não foi comunicado com antecedência. Bolsonaro se exasperou ao saber que uma investigação implodiria a família, conhecidamente corrupta, enquanto o Presidente Lula demonstra confiança em seu filho e, principalmente, aqui é o ponto, respeito às instituições.
Não atacou a Polícia Federal, nem o S.T.F. “Fábio expressamente se colocou à disposição da Corte” e informou que, voluntariamente, forneceria “ao Tribunal os documentos necessários. Esse é o ponto de partida nós pensarmos em qual país queremos construir. Que exemplo queremos dar aos jovens que acompanham as atitudes do Presidente da República em que a figura do chefe do Executivo é repleta de simbolismo. São nos detalhes que decidimos onde estão as pessoas em quem devemos confiar nosso presente e nosso futuro. Devemos nos preocupar com a ética, o caráter e o compromisso com a verdade. É só olhar os exemplos e decidir quem nos representa.
O Presidente Lula demonstra confiança em seu filho e, principalmente, o ponto, respeito às instituições. a postura do Presidente Lula, diferente do presidente (com minúsculas mesmo) não é apenas republicana; é a de um estadista que sabe seu lugar na história, não só do Brasil, mas do mundo.