quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O QUE É VIVER?

 


Alguns olhares apenas observam. Existem os que recordam. Não revelam um segredo escondido, mas despertam o que pode está adormecido em nós. São olhares que não procuram respostas. Apenas permanecem, não para decifrar o mundo, mas para permitir que ele lentamente se revele. 

Uma forma de ver que não mostra as coisas de fora para dentro; antes, desperta o que sempre esteve à espera. Quando somos encontrados por esse olhar, ou o dirigimos a alguém, acontece algo imperceptível: deixamos de nos sentir observados ou observadores e passamos a nos reconhecer. Nesse momento, uma parte esquecida delicadamente, nos muda sem deixar de sermos nós mesmo, como um rio que permanece rio, e suas águas jamais sejam as mesmas. Amar é reconhecer, no outro, um olhar que nos faltava. Criar é acrescentar uma nova perspectiva ao próprio olhar. E viver seja aproximar-se, lentamente, daquilo que ainda não conseguimos nos tornar. 

Enquanto esse instante não chega, seguimos atentos aos olhares que nos encontram e encontramos pelo caminho. Mas, em algum lugar entre quem fomos e aquilo que ainda esperamos ser tem a  pergunta: O que é viver? Viver é apenas aprender, devagarinho, a escutar o que o olhares dizem, e tentam nos dizer!

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

FABULAS INVENTADAS SOBRE NÓS

 

Não podemos desprezar a força da ignorância em várias situações e ocasiões.

O lançamento da campanha do filho do ELE NÃO, prometeu  na essência do discurso, repetir o governo do ex-presidente que usa tornozeleira, apostando na ignorância dos seus ainda eleitores. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento e capacidade cognitiva sabe que 4 anos da gestão fascista foram desastrosos,  em todas as áreas:saúde, educação, segurança, cultura, respeito as minorias, mulheres, negros, economia, relações internacionais. Um governo só prestigiou, enriqueceu/favoreceu grupos de parte da elite que a vida toda, ferrou no povo brasileiro. E o pai e seus principais assessores, ministros e generais estão presos, penas de até 27 anos em regime fechado. Alguns estão foragidos! 

Ele têm como programa, entregar o Brasil aos EUA e garantir a liberdade dos que já estão condenados e dos que sabem aínda serão. Abre mão da soberania e estão dispostos a permitir a que  o Laranjão interfiram nas eleições. É o discurso de campanha, apostando tudo na ignorância e na enorme experiência de uma pesada fábrica de fake news. A minha expectativa é que, como os líderes são bizarros e incultos, não tenham um recurso opcional,  

Que o Lula, e nós tenhamos competência para expor e explicar, mesmo para os mais ignorantes, o que significa prometer repetir a catástrofe que foram os 4 anos do governo fascista. 

Impossível não lembrar de um verso: “Não acredite nas fábulas inventadas sobre nós; não matamos ninguém só amamos"! 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

I N S E NS AT O

 

Este teu lado obscuro de um jeito insensato.
Conhecer o teu mundo do lado de dentro.
Não temo cordas ameaçando meu corpo.
Há tempos fugi do teatro de marionetes.
Pra que vasculhar minha mente,
Meus olhos denunciam antes e mais claramente.

Há uma porção de coisas sem explicação,                                                    
Que vou varrendo para baixo do chão.
O subterrâneo ficará pequeno para tanta falta.
Despido de toda e qualquer armadura,  
Entregue aos perigos do desconhecido.                                                               
Sozinho tentando tapar o sol com dedos pequenos.
No final, quem morre sou eu.

Entregue aos perigos do desconhecido.  
Enquanto isso, quero repousar no teu pensamento.                                                                                                  
Até entender esse medo de me perder para o passado,                                           
E de me perder entre as lembranças até desaparecer.  

terça-feira, 11 de agosto de 2026

CERTIFICADO DE IMBECIL

 


A família Bolsonaro é a prova viva da máxima  “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”, Apparício Torelly, autoproclamado Barão de Itararé. 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foragido da Justiça brasileira, onde foi condenado por coação e obstrução da justiça, é um exemplo vivo.     

Eduardo se orgulha de ter conseguido um papel numa agência “como se fosse os Correios no Brasil, e imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe aqui uma espécie de cartório, só que sem fila, paguei 10 dólares e está feita a declaração juramentada onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas e ela pode se matricular em qualquer escola aqui do Texas“. Deu para entender que no Brasil você não é livre nem para decidir sobre o seu próprio filho? Que até nisso o Estado se mete. Todo feliz com o certificado de imbecil, ele põe a vida da filha em risco. Sorte é que a filha, que não tem culpa de estupidez paterna, viveu no Brasil seus primeiros anos de vida e certamente tomou toda aquela série de vacinas, ou já estaria se arriscando a ser uma próxima vítima do surto de sarampo em vários estados daquele país.

Curioso é que na pandemia de Covid se vacinou contra com o coronavírus, mesmo contra a vontade do pai, e postou em suas redes. "Graças ao Governo Bolsonaro e ao @minsaude o Brasil bateu hoje a marca de 180 milhões de doses de vacinas aplicadas e +215 milhões já distribuídas - a vacina no Brasil foi comprada pelo governo Bolsonaro, hoje também foi a minha vez, ao lado do próprio Min".

Na hora de defender a própria pele, Eduardo se vacinou. Proteção que agora nega à filha.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

NÃO ENVERGONHE A CRIANÇA QUE VOCÊ FOI

 

Indigentes intelectuais, eles se bastam. 

Adoram pneus, batem continência para a bandeira dos EUA, pedem Ditadura e repetem frases desconexas, tudo com um orgulho que realça a imbecilidade. E têm um público cativo que não contesta, que seguem apostando no caos. As decisões do STF, dividir palanque com um desqualificado argentino que se permite ofender o Presidente Lula, a permanência na candidatura bolsonarista depois dos R$ 61 milhões do Vorcaro, as mentiras que envergonhariam se eles fossem sérios, se tivessem vergonha. Nada os abala. Caminham como bois guiados por um berrante rumo ao matadouro. 

Passaram pelo palco real, virtual, surreal do festival figuras fantásticas. A expectativa, infelizmente frustrada, do Trump aparecer foi a maior decepção da festa. Seria uma convenção perfeita. E, claro, senti falta do Vorcaro, do Sicário, do Zema,  do Caiado, do Queiroz (por onde anda o Queiroz?), do Cláudio Castro, do Eduardo e do Carlos Bolsonaro. Mas não se pode ter tudo. Muito difícil disputar com quem não tem ética, não tem limites, não tem vergonha ou senso do ridículo. Esse é um grande problema de qualquer debate com os bolsonaristas.

Eles conhecem a parte podre da elite brasileira, mas temem a parte sensata, coerente, com senso de justiça, de estado, de nação. Eles não têm vergonha de manipular, de explorar a fé das pessoas simples, não cansam de as enganar e manipular. 

Eles ficaram bilionários no primeiro governo, cometendo todo tipo de atrocidade. Eles têm ao seu lado a ultradireita, com o apoio do atual e lunático presidente dos EUA, que logo passará. Eles trabalham com a mentira e a falsidade. Mas vamos resistir e a Democracia vai ganhar.

Aprendi com meu Pai, que aprendeu com meu Vô, e hoje ensino pro meu Neto: 

  “Nunca faça nada que envergonhe a criança que você foi”

terça-feira, 21 de julho de 2026

ENTARDECER

 


Padeço  

Me esbaldo, amoleço

Queima, ardo, explodo em gozo

Rio, dou-lhe a mão

Ando, entro dentro, e fora

Recito, falo, deduzo, reduzo


Amor praticável gira

Canto músicas de amor

Alma de poeta se estende, pretende, deita

Jogados os dados da sorte, ganho, perco

Permaneço, pereço, gracejo


Um beijo, outro, outro

Arrepio, derreto, corro, esvazio

Um mar de fogo, de água

Meu ócio, vício, cio

Minha culpa, redenção


Amor de amar

Amar, amante 

Um caso, acaso, encontro

Amor que me cura, me envenena

Esse amor que está em mim

Condena, liberta, anestesia

Esse amor é licérgico


É sexo, é prosa, poesia

Um amor oração, acalma, alivia

Amor que a te destina,

Quando de tardezinha ao pô-do-sol

Ouço o som da solidão

Agonizo e lembro que você existe

segunda-feira, 20 de julho de 2026

ME DIGA



Não, eu não estava dormindo

Fui embora e te deixei um fim

No sono sonhei com você sorrindo

Acordei quando você sorriu pra mim.


No quarto

Sem luz

Um silêncio gritante

Eu como ouvinte

O que penso

É a ausência

Que faz viver

O real.