As palavras são expressões de conceitos, e quando patrioteiros discursam e rezam para pneus ou extraterrestres, precisamos distinguir os nacionalistas dos patriotas.
A nação é composta por indivíduos de carne e osso que ao nascer adquirem o status de pessoas e de cidadãos. Pátria é um termo que indica a terra natal ou adotiva de uma pessoa, que se sente vinculada a um território. As pessoas eram conhecidas em suas aldeias ou cidades pela sua filiação. Fora da cidade ou aldeia, a pessoa era designada pelo local de seu nascimento. São Paulo, antes de sua conversão, era Saulo de Tarso, após a conversão tornou-se Paulo de Tarso, indicando sua origem ou sua pátria. Pátria é o local onde se vive; é o ambiente ou espaço geográfico onde habitamos e com o qual nos afeiçoamos, e como poetizou Caetano "Minha Pátria é minha língua" cantando junto com Elza Soares.
O Hino do Exército, a letra exalta a pátria, e desconsidera o povo e seu dever de servi-lo e diz em seus versos: “Nós somos da Pátria a guarda, fiéis soldados, por ela amados..., ...Como é sublime saber amar, com a alma adorar a terra onde se nasce! Amor febril pelo Brasil, no coração nosso que passe.” Amor febril é doença e a exaltação de valores patrióticos leva a comunidade da caserna a defender interesses que não são seus e nem do povo. As instituições criadas pela nação deveriam ser dela servidoras e não tutoras ou guardiãs.
Não falta quem se afirme patriota com ações antinacionalista, não defendem interesses nacionais ou do povo brasileiro, são subservientes a interesses estrangeiros. Uma palavra adjetiva os que se associam a governos ou a interesses estrangeiros: entreguistas. Chegaram ao poder pelo golpe empresarial-militar de 1964. Havia e há um outro Brasil que não o daqueles que, se autodenominando patriotas, se subordinam a interesses não os do povo que compõe a nação brasileira. Podem ser patriotas ou patrioteiros, mas não são nacionalistas.
Mas há um Brasil que me orgulho, e que devemos nos orgulhar, o Brasil que precisamos reafirmar nossos compromissos, o Brasil que é composto pelo povo e não pela classe dominante. Esse Brasil que vale a pena é o Brasil dos 85 alunos da Escola Estadual Anísio Teixeira, localizada em Marabá, e dos 79 alunos da Escola Albanízia de Oliveira Lima, em Belém, as duas no estado do Pará, que obtiveram notas superiores a 900 pontos na Redação do Enem (Exame (Exame Nacional do Ensino Médio), além dos outros 150 alunos que tiraram notas acima de 800 pontos. O Brasil que vale a pena é o de Fernanda Montenegro e de Fernanda Torres, ganhadora do Globo de Ouro e indicada para o Oscar por sua atuação no filme “Ainda Estou Aqui” que retrata a história da família de Rubens Paiva, deputado nacionalista torturado, morto nas dependências do Exército e cujo corpo jamais foi entregue à família para sepultamento.
#SEM ANISTIA
Bol卐onaro na PAPUDA!