Somos
Uma gota,
Uma luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha
De um céu
Somos
Um pulsar breve
Interrompendo o silêncio
De um céu
Te desejo:
Calma
Beijo que dure
Abraco que cure
Reciprocidade no Amor
Tenha a cor
Que dure a idade
Do Céu.
Palavras Líquidas, Lírica, e Etílicas.
Somos
Uma gota,
Uma luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha
De um céu
Somos
Um pulsar breve
Interrompendo o silêncio
De um céu
Te desejo:
Calma
Beijo que dure
Abraco que cure
Reciprocidade no Amor
Tenha a cor
Que dure a idade
Do Céu.
Não temos memória. Pessoas desprezam o óbvio e afirmam "não existiu o golpe militar e que falar em ditadura no país é um excesso". Esse foi um dos motivos que fez com que bolsonanazis, fossem às ruas pedir a intervenção e a volta dos militares. Quem não conhece a história normalmente a repete, até quando essa repetição significa, a morte, a tortura, o estupro de mulheres grávidas e o desaparecimento de pessoas.
Uma mulher, que foi barbaramente torturada, assumiu a Presidência da República e instalou a Comissão da Verdade, sobre os dias sangrentos e nebulosos da Ditadura militar. Não se fez um museu, ou um memorial, para mostrar ao povo os horrores dos Militares.
O DOI-CODI em São Paulo era chamado de “sucursal do inferno” pelo seu comandante, o torturador Brilhante Ustra, ídolo do fascista Bolsonaro. Mais de 7000 pessoas foram barbarizadas naquele espaço. Todas torturadas e com o registro de 78 mortos por militares. Nós merecemos que essa história seja contada, para que não se repita. Com a lembrança do verso que trago na memória: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente…”.
A esquerda brasileira é, em boa parte, ranzinza e mal-humorada. Ouvi críticas ao emocionante filme “Ainda Estou Aqui” de pessoas que o consideraram romanceado demais e sem o foco na denúncia explícita da Ditadura e da tortura. Uma crítica exatamente ao grande mérito do filme, do diretor, que soube tirar do livro do Marcelo Paiva uma história representada com magia por Fernanda Torres e Selton Mello. A participação da Fernanda Montenegro é um momento de impacto e reflexão.
O filme, conduziu a história por caminhos que, mesmo os que se negam a encarar de frente o período da Ditadura, querem ver e, certamente, serão tocados de alguma forma. Por isso, é emocionante saber que não só o filme está sendo visto por milhões de espectadores ao redor do mundo, como a lembrança dos tempos da Ditadura é reforçada por cada matéria sobre o filme, em toda referência à história e ao enredo, a qual tem que ser explicada.
Na entrega de um prêmio, no discurso de agradecimento, a citação à Ditadura militar no Brasil, com o mundo inteiro acompanhando, valeu milhões de vezes mais do que se o filme fosse panfletário e mais contundente, como reclama parte da nossa esquerda.
Não dou muito valor a essa história de OSCAR, mas vai ser genial se a estatueta for para o filme. Os políticos e a elite brasileira, que esconderam a tortura, as mortes, os estupros e os desaparecimentos, vão ver o valor da arte do cinema, de magia que comove.
Mais uma vez, a arte salva.
Novamente um verso que tenho na memoria, nos Esconderijos do Tempo, é sobre cinema:
“é quando as portas são fechadas e abertas ao mesmo tempo, é quando estamos metade na luz e a outra metade na escuridão, é quando o mundo real chama e preferimos outro…”
ANISTIA É O CACETE !
No calor escrevo melhor.
Suor que escorre no pescoço.
Garganta que não vive sem um nó.
Nunca estou só.
Minha mente é uma boa companhia.
Plantei sementes
com o olhar - outro dia...
Já não me desespero mais.
Ando vivendo calmarias
(esquisitas).
Desde o recente 12/05 os crepúsculos são todos iguais
e diferentes.
Pouco se sabe.
Muito se sente.
Mente quem sente que sabe.
Não quero mais nada.
Eu perco o chão
e acho uma palavra.
Eu perco uma palavra
e encontro um céu.
O chapéu
de um velho
entende a vida que passou.
Hoje compreendo
a calvície.
Tudo vai
e vem
como esta tarde.
O dia anoitece,
e eu também.
Amanhecemos, crianças na escola, livro pra comida, prato pra educação, o povo vai pro trabalho
depois do sereno.
Tudo parece pleno
e eu tenho um plano.
Mas não posso contar.
Talvez um dia.
A poesia
vai dominar o planeta.
Talvez depois do sono.
Cão sem dono não morde.
Esse silêncio me lembra infância.
Alguns não enxergam essa gente sem nome,
Poucos enxergam essa gente que passa fome!
E aos poucos
Tudo se ajeita.
E aos poucos
A gente entende que a alegria se atrasa
Ela não vai embora.
É suavemente que a gente compreende
E de repente tudo se enche de significados novos,
Tudo volta a se encaixar,
A roupa serve,
A intuição flui,
O riso irrompe.
SIM, a Poesia sobrevive, e nos revive!
Estou construindo uma casa, e estou convidando pessoas pra visita-la Brevemente estará pronta. Pra visitar-nos há alguns requisitos básicos, conforme listado:
1) É permitido dizer:
"Eu te amo", uma vez pela manhã, outra pela tarde e outra pela noite uma vez no mínimo.
2) Fica estabelecido a lei do amor, esse sentimento Revolucionário.
3) fica permitido conhecer a verdade da vida, a ausência da morte e a eternidade de quem se ama.
4) Fica permitido dizer obrigado, por favor e com licença.
5) Fica permitido entender que o erro é estágio de aprendimento e principalmente e totalmente, é permitido perdoar e se perdoar.
6) Fica permitido poupar água, compartilhar comida, cuidar dos enfermos, do corpo físico e os de espirito.
7) Fica permitida a presença dos que levam amor, nos hospitais, nas escolas e nos centros de recuperação física.
8) Ficam permitidos o bem, a paz, a compaixão.