O dia 1º de Maio, mais do que memória, é o ponto de partida para o futuro. Vamos aprofundar a precarização ou reconstruir o pacto social do trabalho. Estamos numa disputa entre modelos — um de exploração e outro de valorização da vida, do tempo e da dignidade.
Recolocar o trabalhador no centro do desenvolvimento. A valorização do salário mínimo, o diálogo com sindicatos e a reconstrução de políticas públicas indicam uma reconstrução após anos de desestruturação.
Um avanço histórico promovido pelo presidente Lula é a extinção da jornada 6X1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, reafirmando que crescimento econômico e proteção social não são opostos, são complementares.
Não podemos pensar a vida do trabalhador apenas na escala de trabalho.
Além da escala 6X1, é fundamental a da tarifa zero nos transportes coletivos, já adotada em diversas cidades, mostra que a mobilidade como um direito e como dimensão do direito à cidade e acessibilidade a todos os serviços que ela provê. Não se trata apenas de deslocamento para o trabalho, mas de acessar saúde, educação, cultura, lazer e oportunidades, reduzindo desigualdades e possibilitando a participação social no espaço urbano.
Extinguir a 6X1, e uma questão de dignidade, e outra, é o direito à água. Mais do que um recurso econômico, a água é condição básica de existência. Um recurso essencial a vida.
Garantir o acesso à água com regulação efetiva e controle social, para assegurar condições básicas de vida. Uma questão de justiça social. Direitos não são concessões, mas resultado de mobilização e construção coletiva.
Pensar o PRIMEIROS DE MAIO, É pensar o modelo de desenvolvimento do país. Um projeto que combine crescimento com inclusão, reconhecer o trabalho como eixo estruturante das políticas públicas, reduzindo desigualdades e distribuindo os ganhos.
A luta pelo trabalho digno segue sendo central, mas se amplia: envolve a valorização de dimensões fundamentais da vida, como o direito à dignidade humana, à mobilidade urbana e ao acesso universal à água.
Que o PRIMEIRO DE MAIO, não seja apenas de memórias, mas de inicio de agenda de transformações, de construções de outras memórias!