sexta-feira, 23 de maio de 2025

NAO AO ÓDIO

 



Os bolsonarentos arrotavam que, se mexessem com o B*ls*naro e com a cúpula militar, o país iria parar, com milhões de pessoas nas ruas. Era mais um delírio de uma massa idiotizada, inculta e sem nenhuma capacidade de análise crítica.   


Desde dezembro do ano passado, o general Braga Netto, ex-poderoso chefe militar e ministro do B*ls*naro, está preso. O ex-presidente virou réu juntamente com mais 2 generais, um almirante ex-ministro da Marinha, um ex-ministro da Defesa, um ex-ministro da Justiça e não houve nenhuma revolta como diziam, nem nos quartéis e nem nas ruas. No dia 20 de maio, foram julgados vários generais, tenentes coronéis, coronéis e um policial federal. Ao todo, foram 10 pessoas do grupo militar que tiveram a denúncia recebida; 2 não viraram réus. Já são réus 31 autoridades, civis e militares.


E não houve uma única manifestação que chamasse atenção. Na última manifestação de apoio aos golpistas, os bolsonarentos eram perto de 4 mil pessoas. A partir de setembro, não devem acontecer mais protestos de rua. Nem B*ls*naro iria, pois deve estar preso, condenado a mais de 30 anos de cadeia. E o país segue com absoluta tranquilidade democrática.


Em outubro de 2018, com a vitória de Bolsonaro e o crescimento da extrema direita que se alimenta do ódio e da barbárie, Mia Couto e José Eduardo Agualusa, diziam: “Seguimos atentos, apoiando a liberdade, o amor pela diversidade, o respeito pelo outro. Estamos com o Brasil que aprendemos a amar e que não queremos perder. Não ao ódio, sim à democracia! Sim à democracia, não ao ódio!”.


SEM ANISTIA!


SEM ANISTIA!

terça-feira, 20 de maio de 2025

QUE GENTE É ESSA?

 




Eu vejo pessoas conhecidas

Desconectadas da realidade,

Colegas da saúde 

Negando a ciência, 

Amigos do direito 

Negando a nossa Constituição. 

Eu vejo pessoas 

Que se dizem religiosas

Falando de um Cristo 

Vingativo e armado,

Vejo professores 

Sem vocação para educar.

Eu vejo jovens alienados

Com medo de irem à luta,

Pobres que não têm nada

Elegendo o rico na hora de votar.

Eu vejo sindicato de trabalhadores defendendo o patrão,

Jogos de apostas autorizados

Mesmo sujeitos à manipulação. 

Eu vejo juízes vendendo sentenças 

Sem nada com eles acontecer,

A privatização progressiva do SUS e daqui a pouco também da educação. 

Eu vejo a destruição dos hospitais públicos universitários

E os Reitores mergulhados na omissão,

A violência sem controle

E o povo palestino em Gaza 

Vivendo a sua eliminação. 

Eu vejo um corpo político 

Que não gosta de trabalhar 

E governantes autocratas 

Com autorização para matar.

Eu vejo uma gente afundada numa dissonância cognitiva coletiva e tendo as redes sociais como fonte de "argumentação".

Eu vejo pessoas que acreditam em fake news postando mentiras diariamente,

Ostentando com orgulho a sua ignorância, sem perceber o imbecil em que se transformou. 

Eu vejo a fome em todo o mundo, desabrigados sem qualquer proteção.

Vivemos a Era da Estupidez, 

Onde a burrice tem projeção, 

A canalhice faz sucesso 

E o conteúdo vazio é sensação.

Eu vejo a mediocridade se impondo na Academia Brasileira de Letras

E o discurso cínico estampado no Congresso Nacional,

A imoralidade pública como um novo princípio 

E militares querendo ser os donos da nação. 

Eu vejo gente exaltando a guerra e ofendendo aqueles que defendem a paz,

A covardia que fazem contra os aposentados

E a maldade praticada sem piedade contra a natureza que nos foi dada de presente pelo criador - nosso Pai.

Eu vejo neoliberais se dizendo de esquerda e gente de esquerda adotando políticas públicas neoliberais, 

Trabalhador defendendo Estado Mínimo e servidor público defendendo privatização. 

Eu vejo uma sociedade adoecida,

Um mundo caminhando na contramão,

Pessoas delirando com as sombras na caverna acomodados nessa escuridão. 

Eu vejo a ausência de pensamento crítico, uma realidade inexistente tornando-se paixão,

A falta que uma boa educação faz pra muita gente,

Uma gente enlouquecida fora da razão. 

Que tempo é esse onde um boneco se faz de vida e onde a vida é ilusão?



domingo, 18 de maio de 2025

Como a luva e a mão.




Somos feito por encomenda, 

Como a chave e a fenda,

Como a luva e a mão.

É Kamasutra, ou juventude,

Parece um grude.

corpo, alma e coração.

Me belisco de vez em quando,

Pra saber se não tô sonhando,

confesso sempre te quiz.

Vem, sem medo de ser feliz!

Confesso tô apaixonado, 

Em outro planeta, em outra vida

Já fui seu namorado,

O que tem entre nós e coisa de Deus.

Você e o mais real dos sonhos meus.


Cuida de mim.

Nesse temporal você é meu farol de milha,

Sol pra mim só brilha, 

Com luz dos olhos seus.

sábado, 17 de maio de 2025

Einstein tinha razão.

 


Einstein tinha razão.

 




Quando Einstein disse que o tempo é relativo, ele estava coberto de razão. 

Tive o prazer de reencontrar uma amiga que não via há muito tempo. Tanto tempo, que pareciam séculos. Em poucos minutos de conversa, que na verdade foram horas, conseguimos fazer com que o tempo todo que passamos longe, encurtasse. 

Colocamos nossas vidas numa tela, apertamos o play e assistimos o nosso próprio filme.

Engraçado... algumas pessoas certamente surgem em nossas vidas com algum propósito. É claro que existem muitos tipos de anjos, quero dizer, de amigos. Uns surgem num segundo e no próximo já se foram, mas isso não quer dizer que não tenham marcado nossa vida. Outros aparecem e por algum motivo, somos obrigados a nos distanciar. Distância essa que não importa muito quando a amizade é verdadeira e forte. Distância essa que sentimos com a certeza de que não é pra sempre.

Acredito que o acaso não existe. Tudo acontece por um motivo, por um bom motivo. Aline é uma das amigas que eu não me importaria de não ver mais, porque sinto a certeza de que nos encontraremos em todas as nossas próximas vidas.

Horas que parecem minutos, anos transformados em sorrisos. 

É relativamente ligeiro o tempo, tanto que escapa por entre os dedos. Quando vi, já era hora de ir pra cama e ela disse: felicidade não se compra, mas estou vendida...

Eu disse: pensei que a felicidade não tivesse preço, mas descobri que a minha custa apenas um sorriso. Aquele sorriso que te ilumina por completo, aquele sorriso que você tem, que consegue refletir sua  alma na minha

Basta um sorriso seu, e sou feliz de novo.

domingo, 11 de maio de 2025

"Carta aberta para minha mãe".

 Acordei sem você no seu dia. O sono foi interrompido por uma luz que atravessou os meus sentidos e que me lembrou de que não haveria comemoração. O sonho foi bom. Foi você. Foi o seu sorriso aguardador de tantos dias.

Na adolescência escrevi, "Carta aberta para minha mãe". Ver, na lembrança, você folheando as folhas, lendo em público, sorrindo a alegria da vida intensa, inteira, me traz, ainda hoje, o sentimento da gratidão. De mãos dadas comigo, você emprestava um gosto pela vida que abastecia de vida a minha, as nossas vidas. Sempre. Seu abraço generoso desaconselhava qualquer pessimismo. E como você sofreu, mãe! O enterro de do esposo, meu pai, de seus pais, meus avós. Tristes dias. Mãe só tem um defeito: não ser eterna!!!!! No seu luto, o alívio vinha da fé. Os meus que partiram, permaneceram em você. Meu pai, e filho, principalmente. 

Escrevendo sou capaz de sentir o sentir de você. Olho para dentro de mim e encontro vocês. Dizendo dizeres de amor. Agasalhando os meus dias com lembranças dos dias bons que lapidaram meu caráter.

Sou você e sou tantas outras histórias que fui vivendo com o plantio de você em mim.

Não gosto da palavra inveja, mas pauso ao meu gosto para usa-la. Eu tenho, sim, uma confessa inveja, de quem tem mãe. Como eu gostaria de ouvir, "Meu filho". Como seria bom o convite, "Deita aqui, no meu colo, filho, descanse em mim os seus dias preocupados". Não tenho mais colo. Não tenho mais a sua voz cheia de histórias de amor.

Foi assim que despertei nesse domingo. Incompreendendo a ausência e agradecendo a presença. Olhei para a nossa foto que tenho arquivada na memória, e que me olha todas os dias. E senti  saudades. Teria sido um dia repleto, pleno, com sorrisos à disposição, desde o amanhecer até o adeus da luminosidade.

Você se foi,  silenciou a vida e foi viver a eternidade.  

Naquele fim de dia, toda a nossa história foi explicando que o fim é uma ilusão. E que, para a crença na permanência, basta um abrir das portas do nosso interior. Hoje tenho as delicadas mãos de uma criança, que auxilio a tatear a vida e equilibrar os desconhecidos dos amanhãs.

É mistério demais para explicações racionais. O que importa é sentir. E eu sinto, mãe, que o sorriso continua lindo aí. E que, agora, não há mais pausas na felicidade. Por aqui, eu ainda choro, eu ainda cambaleio nas ausências, eu ainda sofro o existir. A vida é sofrimento. Quem diz o contrário ou o faz por ingenuidade ou o faz por acreditar na palavra como poética dos alívios.

A vida é sofrimento, sim. Mas é também primavera. É encontro de amor. É encontro de amor que gera vida. Todo tipo de vida e, também, a minha. Nosso cordão, mãe, prossegue, até o iluminado reencontro.

Foi isso que você me ensinou. Meu filho, pai do meu neto, foi te encontrar no dia das mães do ano passado. 

Saudade de vocês.

Feliz dia das mães!