domingo, 24 de novembro de 2024

A maior volta por cima!

 





A Rússia, que deveria assumir o posto no órgão, cedeu sua vez em favor da permanência de Dilma, e a China também já havia sinalizado positivamente pela manutenção da brasileira no cargo. Lula tem intenção de reconduzir Dilma ao posto.

Analistas apontam que o fato de Rússia e China sinalizarem apoio à manutenção da ex-presidente no comando do órgão, além de demonstrar prestígio, fortalece as demandas do Brasil no cenário internacional e consolida a posição do país como player importante.




SOMOS BARCOS A VAPOR

 


Barcos a vapor

Não necessitam do vento

Encontrar o amor

Na parte de dentro

Fornos, motor

Fumaça, céu cinzento 

A solidão, a dor 

O coração sangrento

Dias vão, dias vem

Sede de viver, quem tem?

Cigarros que fumei

Ardia a retina

Acendia o tempo

Como gasolina 

Chuva rega ou mata

A dose determina

O coração triste

Céu cinza

Fumaça da Usina.

sábado, 23 de novembro de 2024

Eco interno (SÓ)

 




O vazio

O espaço

Oco

Como preencher?

Por que quando se é interno é intagivel?

Me perder em uma imensidão heterogenea

Ser tão abstrato e tão latente

Quanto mais conhecimento menos explicações

Ambiguidade

Sentir, sentir

Angustiante o não -pensar

A procura

A sede

De tanto insistir, acomoda-se

Tudo que resiste, persiste

Melhor enfrentar

Questionar

Doer

Separar

Organizar

Distinguir

A vida feita de verbos significativos

Pra que ser prolixo?

Palavras se repetem insistentemente

Quando se exacerba de palavras

O vazio

Solidão

É como correr e sempre voltar para o mesmo lugar

Crescimento, aprendizado, desafios

O espaço

Vida cíclica

Romper

Seguir

E no meio de tantas coisas

O amor

Cria um sentido

Abastece e significa o caminho

Está entre o que vejo e sinto

Força

Permitir-se à perceber, iluminar e aquecer

O prazer de viver

Descobrir-se "apesar de"

Justificativas desgastadas

Lixo interno reciclável

Autoconhecimento

Desafios

Correr riscos

Emoções

Vida

Individualismo

O sol e a lua em guerra

Dentre tantos pensamentos

Um objetivo apenas

Luz interna

Firmeza e direção de vida

E a obrigação de aprender a lidar e aturar nossa própria angustia de ter nascido só e condenados a morrer.

SÓ.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

ELES SÃO TODOS COVARDES

 






Vocês são todos uns covardes

Agem nas trevas pra machucar uma nação. 

São fascistas

Se borram quando descobertos e não assumem as consequências das suas ações. 

São imorais e incultos

Movidos pela perversidade 

O prazer fazer o mal.

São arrogantes de baixa inteligência,

Caráter corroído pelas mentiras que se acostumam a contar.

São um câncer no nosso país, uma ameaça constante, que precisa ser extirpado e conduzido para a prisão. 

São uns imbecis perigosos,

Idiotas indignos que merecem a máxima punição. 

São torturadores por vocação. 

São maus perdedores, 

São infelizes, passarão para a história como uma aberração

NÃO SÃO NOSSOS SEMELHANTES!

SÃO NOSSOS SIMILARES,

SÃO CÓPIAS MAU FEITAS DE SERES HUMANOS ...

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Introversão excessiva

 









E por mil vezes mergulhando em universos alheios

Por uma busca incessante de si mesmo

Fugindo nas projeções

Solidão com preenchimento

Ilusório, temporário, fullgás

A cada mergulho, uma intensidade

Marcas, feridas, rastros

Onde estará minha alma perdida dela mesma

Pelo céu e inferno à mil por hora

Ou numa estagnação imaginária atemporal

Coração corrompido

Atropelado

Vida oca

Espírito cansado, velho

Freneticamente perdido

Um reencontro consigo aleatório

Dias de luz no ofício

Uma imensidão escura por dentro

O farol do discernimento, disfarçado, escondido

Personas, sombras e outros arquétipos

Numa  proteção de aço, da Cidade de Aço

Onde Milico mataram 3 trabalhadores de Alma,... e de Aço!

Esconderijo de magoas, ressentimentos

Um self flutuante

Que nunca desiste de aspirar pela conexão

Segue livre, por ele mesmo

Na espera da terra e da carne para se fixar

E assim poder transcender todas

Para finalmente poder encontrar o verdadeiro sentido

Unificação

Sublime

Perfeita

Além de todo e qualquer entendimento humano limitado

Neste dia, todas as buscas, perguntas e respostas vão se sobrepor

À um só corpo, à um só coração.

O humano e do Criador.

domingo, 17 de novembro de 2024

DE ONDE VEM!

 




De onde vem:

tanta loucura?

tanta brutalidade?

esse fanatismo?

tanta maldade?

tanta ignorância?

tanta estupidez?

tanto ódio?

essa insensatez?

essa irracionalidade?

essa cegueira?

essa falta de leitura?

a corrosão do caráter?

o gosto pela violência?

tanto preconceito?

a agressividade?

a desinformação?

tantas mentiras?

o negacionismo?

a burrice?

a opressão?

a indiferença?

ausência de compaixão?

ausência de empatia?

a escuridão?

o individualismo?

a discriminação?

gosto pelas armas?

De onde vem a explosão?!

De onde vem o Estado Mínimo?!

De onde vem a privatização?!

De onde vem esse medo do comunismo?!

De onde vem a repressão?!?!

Vem do avanço do fascismo,

Vem da ausência de punição. 

Vem do neoliberalismo, 

Vem da nossa omissão!!!!!!!

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Sobre Justiça!

 




Parece uma infeliz coincidência, mas a única vez que Bolsonaro defendeu incisivamente a democracia foi 3 dias antes do homem-bomba atentar contra os poderes da República. No dia 10 de novembro, o jornal que também já defendeu a Ditadura Militar, a Folha de S. Paulo, resolveu abrir suas páginas para um ilegítimo (criminoso) e falacioso (mente que nem sente) sujeito. No dia 13 de novembro, o seguidor de Bolsonaro arremessa as bombas contra o STF.


Se eu acreditasse em teoria da conspiração, diria que o artigo de Bolsonaro para a Folha não passou de um álibi para algo que, no submundo de suas redes sociais, ele já soubera que ocorreria 3 dias depois. Mas isso é somente uma coincidência.

Homem-bomba: a culpa é do Gonet

 



O Brasil é um país em dívida permanente com a sua história. Ou por medo vergonhoso de nossas lideranças, ou por sua intencional leviandade, nunca fazemos a Justiça de Transição. Nunca punimos a aristocracia deste País por sua cruenta e longa escravização (e genocídio) da população negra e indígena. Jamais fizemos pelo menos “cara feia” jurídico-política para os militares assassinos e torturadores da Ditadura Militar. E o máximo que estamos dando conta em relação ao enfrentamento dos bolsonaristas-fascistas da cúpula é gritar: “sem anistia”! Na prática, ninguém de poder político ou econômico sofreu qualquer sanção por seus crimes exaustivos e repetitivos contra a humanidade (seu recorte, no território pátrio).


No histórico dia 13 de novembro de 2024, vimos pela primeira vez um homem-bomba “se” explodir na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Brasil. Muito semelhante a extremismos que assistimos na tevê em outros países que sofrem com as ameaças de terrorismo típico, um ser de coração e mente ruins chamado Francisco Wanderley Luiz atentou contra a Suprema Corte do Brasil e ameaçou lideranças representantes dos três poderes da República. Falamos de um bolsonarista raiz que foi estimulado por todas as forças que brotam no esgoto podre denominado Jair Messias Bolsonaro. Sim, este sujeito, como um rio que corre em nosso território (na cognição de milhões de brasileiros), prega diariamente o ódio e estimula atendados contra a democracia e contra a vida de seus adversários políticos. 


E a culpa de Bolsanaro ainda estar solto sem pagar pelos seus crimes e motivar em suas lives, entrevistas, e comícios seus seguidores a destruírem a democracia é de Paulo Gonet. O Procurador-Geral da República está brincando com fogo. Ao não propor a Ação Penal da qual somente este único ser humano na face da Terra é titular (competente) para fazê-lo, Gonet simplesmente “autoriza” (sensação de impunidade) que os bolsonaristas continuem a destruir as instituições e a integridade da República, ou você, Gonet, sai de cima do muro, assume a sua obrigação de fazer pela sociedade o que ninguém mais pode fazer; ou você oferece a denúncia contra Jair Bolsonaro, ou você será o “homem-bomba” da última gota de democracia que nos sobrou.


sábado, 9 de novembro de 2024

"A Moça do Sonho"

 




Foi para cama dormir, naquela em que a lua brilhava no céu estrelado e de um belo negrume. A lua em alguns momentos acinzentava a janela do seu quarto. Deitou à cama e rapidamente adormeceu. De súbito o sonho apareceu. Estava em um lugar que não reconhecia, um casarão antigo afastado de qualquer lugar que podia ter conhecimento. Lembraria no dia seguinte que todos os sonhos belos podem não deixar vestígios do local desejado ao acordar. Naquela casa antiga apareceu à contra luz uma mulher. Seu rosto era coberto pelo mesmo cinza que iluminava o quarto. Algo chamava a atenção para que ele fosse em direção à mulher. Sabia que não era mais dono de si, pois não dominava mais o seu coração. Cada aproximação que fazia podia ver um pouco mais da mulher. Usava um vestido azul claro, que contrastava um pouco com a luz lunar. Mas não conseguia enxergar o seu rosto. Tinha os cabelos lisos e compridos. Sua mão pulsava em direção àquele ser no parapeito da grande porta do casarão. Ao chegar perto dela, tocou-a, mas não conseguiu segura-la. Saiu correndo e da mão dele o vestido se desvencilhou. Não sabia o que estava acontecendo. Subitamente como o sonho veio, foi-se. Acordou. Teve a sensação de que queria voltar ao mundo imaginário. Sabia que já não havia mais esse retorno. Apenas sentiu seu coração pulsando fortemente. Questionou em que lugar os sonhos são reais. Gostaria de ter a resposta pra procurar a moça do sonho.    

Obs.: Crônica sobre a música "A Moça do Sonho" de Chico Buarque e Edu Lobo

sábado, 2 de novembro de 2024

DE REPENTE DO RISO...

 




Esteja comigo no além.

Por aqui estarei também

Faço das noites cálidas

E solitárias

Abrigadas e poetizadas


O relento das árvores sombrias e geladas

Mesmo que o vento

Seja vendaval ou lento

Transformem poesia 

Em desalento.


Ela, saudade solitária

Você, solidária

Eu, nuvens itinerárias

Irei abraçá-la


Na felicidade do sol nascente

E no passado da noite poente

Brilhe novamente

O sorriso estampado no meu rosto, presente, 

...Constantemente.


Obs.: Lembrando Vinícius de Moraes, "De repente do riso se fez pranto, silencioso..."