Amigo é casa,
É calçada,
É rua,
É estrada.
Amigo é dividir,
A Cerveja,
A Comida,
A Mesa,
A Alegria,
A Tristeza.
Amigo é saber,
O destino
O que precisa
O que avisa
O que dá cor
O que dá sentido.
O amigo?
Amigo é vida
É o que fica da lida!
Palavras Líquidas, Lírica, e Etílicas.
Amigo é casa,
É calçada,
É rua,
É estrada.
Amigo é dividir,
A Cerveja,
A Comida,
A Mesa,
A Alegria,
A Tristeza.
Amigo é saber,
O destino
O que precisa
O que avisa
O que dá cor
O que dá sentido.
O amigo?
Amigo é vida
É o que fica da lida!
Acordei na manhã escura
O dia não amanheceu...
Vou andar hoje na manhã dura,
Com sujo de negro no céu? Não.(Será o pó da Siderúrgica)?
Vou tentar deitar e dormir
Fingir que é noite sem olhar
Vou paralisar as horas e não sair,
Até este dia clarear.
Será que o Sol se mudou?
Trocou o lugar com a lua?
Olhei da janela a manhã escura,
Está um dia tão triste cinzento,
Está um dia de cinza pura.
Afinal é de Inverno este momento...
Inverno iniciado naquele 12 de maio
Num silencio doído, cortante no quarto
O dia do inverso do parto.
Para Paulo: De Mineiro nato pra Mineiro por opção.
Em Minas um boi cacareja a sua desconfiança de canário
Em Minas um pito estremece na boca despetalada do velho
(que nem supõe mais como ou quando morrer)
Em Minas o sol se melindra,se escandaliza com a fecundidade esverdeada das coisas
O trem apara a preguiça das serras
(enigmático como tudo se torna trem em Minas)
Um compêndio de curas nas rezas calejadas das mulheres
As tripas das paredes escapando da erosão dos rebocos
(Minas é um povo caducando nas horas desabitadas)
Já é impossível pescar esta Minas em Minas
Libertar esta Minas de Minas
Ou desonrar o ventre que traduziu em desassossego essa rigidez mineral
Um galo esporeia, com sua covardia amolada, os chifres da morte
Enquanto uma rede nina uma selvageria de substratos:
Há um torrão de Minas engastalhado na minha garganta.