A Bizarrice se tornou natural ou nós, que temos a pretensão de pensar, ficamos sentados à beira do caminho?
Toda eleição tem importância, é nas cidades que são traçadas as regras que garantem o dia a dia do cidadão. A política do município é que, de certa forma, marca o cotidiano das pessoas.
As eleições de São Paulo capital são exemplos de um certo pensamento do que ocorre no coração Brasil. Para nós, não paulistanos, é muito claro que o sangue brasileiro, mais Brasil corre nas veias nordestinas, do Norte, desse povo sofrido e sem empáfia. Nas últimas eleições para Presidente, o Nordeste salvou o Brasil do fascismo. Deu vontade de gravar no peito "somos todos Nordestinos", não tatuei para não parecer arrogante.
O método bolsonarento de fazer política nos empobreceu intelectualmente como um todo. É a não política como regra. A mentira como estratégia. A falta de limites, de senso de ridículo e de pudor. A agressividade vulgar do então Presidente B*ls*naro na pandemia, do desrespeito aos mortos e do desdém com os familiares vivos, nós entenderemos o porquê da postura do Pablo Marçal. Basta recordarmos do Bolsonaro imitando alguém com falta de ar e dizendo que não é coveiro, desdenhando das mulheres dizendo não estuprar uma deputada por ela “ser feia”.
Há um combo de atitudes que a gente projeta para os abusos ridículos desse Pablo Marçal.
A falsificação de um atestado médico grosseiro em que, de maneira covarde, supostamente demonstraria ser o Boulos um “cheirador de cocaína”. Uma postura evidente de quem se sente acima da lei e que, na linha do seu mestre Bolsonaro, considera o Poder Judiciário um poder de fachada.
O risco para a estabilidade democrática é evidente. Tem que haver um respeito às normas constitucionais.
Pablo Marçal abusou de todos os limites. Fez de maneira deliberada para conseguir atingir os 28.14% que acabou obtendo. Por muito pouco, 55 mil votos, não conseguiu ir para o segundo turno. Se ele não tem freios, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral impor. E deixar claro que o Estado democrático só pode existir com o cumprimento das regras básicas da convivência democrática.
Vai ser drástico cassar os direitos políticos dessa figura bizarra, mas o espanto vai durar pouco se ele for cassado. Caso o TSE seja omisso, seja leniente, vamos continuar convivendo com essas bizarrices que assombra a todos nós.
Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras.