quinta-feira, 25 de junho de 2026

A FORÇA, A PREPOTÊNCIA, A MENTIRA.

 


                                              

É necessário assumir opções, na vida profissional 0u na política. Vivemos em um extremismo perigoso pela imposição autoritária da extrema direita. A política, expressão democrática, foi inferiorizada. Com  desculpa de não fazer política, a direita faz política, afirmando que ela é um mal. É uma estratégia exatamente de fazer política. O mais grave é que, com essa postura, as discussões políticas estão sendo deixadas de lado. O que predomina é a força, a prepotência e a mentira. A política, que  representa oportunidade para a estabilidade democrática, é apresentada como um desvio e uma aberração.

Numa democracia representativa, os partidos são essenciais, daí a importância de valorizar as discussões Políticas Partidárias. Não é porque eu não gosto  que eu não devo respeitar o que sustenta a Democracia.

É lamentável acompanhar certos partidos políticos agirem como estruturas criminosas, mas esses graves desvios devem ser submetidos, a uma investigação criteriosa e cuidadosa dentro das  normas democráticos/e constitucionais.

Nestas eleições, mais uma vez, vamos fazer um enfrentamento entre a barbárie e a civilização. Vamos, mais uma vez, ter que optar entre um projeto entreguista, fascista, misógino..., e vazio de conteúdo e um projeto que, no mínimo, representa ares democráticos. Quando se confronta com a extrema direita, qualquer opção é melhor do que o esgoto de onde saem essas figuras grotescas. Mesmo com os riscos  ao processo civilizatório, é assim que a democracia funciona. Vamos às urnas. 

Que vença a democracia. Hoje o Rudah me perguntou: Vô, se na ditadura não tinha liberdade para os Partidos disputar eleições, quem governava? Respondi: o medo Rudah!

sábado, 20 de junho de 2026

NÃO PERDER O RUMO

 


Subir 

Te enxergar sorrindo

Contemplar teu ar, teu movimento, teu canto

Teu cabelo feito manto


Você deitada

Me jogar em cima

Mergulhar até ao fundo

Nadar todos mares do mundo

Deitar na tua escama

Seu colo meu confessionário

Sem em horário


Descanse em mim

Aceite as poesias, os tesouros escondidos

Deixe o mar nos levar

Defina comigo todos os sentidos

O sonho visível

Gotas molhando

De verdade

Você inteira

Na minha metade



         

Quero você inteira em minha metade de volta

sexta-feira, 19 de junho de 2026

JANELA DA ALMA

 



Os olhos, não os tenho
Mandei-os com o vento
Quando este bateu
À porta do pensamento

Foram-se; e se debruçaram
Sobre o parapeito do mar
Abriram de par em par
Janela da alma
Iris Dilatada, invasão de azuis
Que entraram por mim
Uma onda se enrolou dentro do meu  peito
Como se meu coração de areia fina fosse feito
Bebeu, sedento
Odores de maresia e raios de sol...
Até cair, bêbado de alegria
E a saudade afogou-se quando a maré encheu!

quarta-feira, 17 de junho de 2026

MODO MAIS QUE PERFEITO.

 



Você é minha bossa

É minha taça.

Ter-te enroscada no meu peito

Farei de mim teu enredo

Versos e prosa

Farei de teu sono meu sonho,

Acordado

De seu medo, meu segredo.

Farei um samba,

Sincopado

Estrofes, Poesias                                                                                                                                

Abraços sem saudade.

Farei uma lua pra você

Transformarei a terra em mar,

Pra sempre haver horizonte.

Deixarei-te posta em versos

Pra fazer-te poesia.

Ah, quem me dera ter-te

Num chão verde

Para eu morar-te

Ah, quem me dera ter-te

Amar-te até morrer-te.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

ENQUANTO HOUVER TEMPO.

 


Naquele dia, olhava a noite e não via a Lua

Só o que as Estrelas me diziam

Já me faziam ter vontade de sorrir

Não, isso não quer dizer felicidade

Mas que a noite me deixa contemplativo

Olhando pelos buracos negros dos meus dias


Hoje vejo que a eternidade está aliada ao meu desejo

Que cada verso que escrevo

É como se fosse a nota musical

Que daria sustento a um concerto inteiro

Hoje sinto que os instintos momentâneos

Que preenchem cada vão abstrato

Fazem de mim substância


Sustento o que for para falar do que eu já não sei mais

Dou colorido a cada Estrela que quero criar no meu céu

Ainda não há Lua no Céu

Mas a guardo em meu peito


Toco Escaleta

Tô aprendendo

Mas a música sai

Por inteira

Danço comigo mesmo

Sinto o mesmo cheiro

Que certas noites me trouxeram

Lugares que estive

Olhares que me observaram.

Já não danço sozinho,

Já não ouço o silêncio.


A lua Aparecerá!

terça-feira, 9 de junho de 2026

SIMPLES E CONTIDO

 





Tristonho e composto

Com o punho, componho

O estranho desgosto

A música sem rosto

E sem ritmo, eu sonho.              


E de cara pro teto                 

Quando minha mente cansa

É que meu corpo descansa.

E é uma canseira esperar.

Então, como um andejo

Procuro lampejo

No vento eu vejo

O gosto do seu beijo.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

PÁSSAROS (da Reserva do Vale 1)

Os pássaros hoje não voarão:
O céu de cor gelo, azulado, e esse frio, 
A Pedra em tom ocre,
As árvores que me deixam sereno, serenada 
Dançam nas cores do tempo.

Não.
Hoje os pássaros não voarão.
Porque felizes e atentos a baixa temperatura?
Porque silenciosos em seus cantos vespertinos?
Porque pássaros?!

Porque?
Porque hoje os pássaros se acomodarão
-em suas intimidades passarinheiras-
Descansarão o eco de suas vozes
Ficarão juntos nesse aconchego de frio
E terão a noite inteira para serem pássaros.
E nós também, nos aconchegaremos
E pássaros seremos!