Na rua me diz para aceitar Jesus.
A tarde silencia.
Sentir fome é oração.
Preciso aprender a calar antes do não.
Não sei nada sobre os impérios corrompidos,
E menos sobre os esquecidos.
Meus olhos cheios de visões noturnas.
Tantos cheios desse jejum forçado.
Uso pouco o que aprendi quando criança.
Esperança sentada na esquina, depois do tropeço.
E a vida sonolenta se conforma com qualquer forma.
Na rua ainda me diz para aceitar Jesus.
Cada um com sua cruz
Mendigos com todos os odores do mundo.
Eu, menos imundo faço poesia.
O remorso que me pesa,
Num esforço quase dócil.
Indômito caminhar em ruas, carros importados
Não se importam com a faixa de pedestres.
A etérea altura das baixezas humanas.
O herói covarde e a criança corajosa.
Olhos familiares quanto a tarde.
A fluidez do que jamais termina.
A recordação mais rica do tempo cru.
Me pedem para aceitar Jesus.
Sordidez de espantalho moderno.
Não entendo o vício das finitudes
E a fecundidade.
O jesus da família Bolsonaro não é o mesmo JESUS que eu sigo. Sigo o Jesus dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
ResponderExcluirSábias palavras, perfeita a reflexão!!
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